domingo, 11 de agosto de 2013

Escuto o silêncio da noite

Escuto, sinto os barulhos estalarem em mim,
De cada som, ruído, palavras ditas.
Sinto em mim, bate em mim, modifica, entristece alegrias enfim...
Finjo não escutar, não sentir.
Faço com que as coisas não tenham um significado, sentido para mim
Não me importa se nem se importam também
Penso que: o que há neste espaço do que estou sentindo.
Os outros algum dia: vão estar assim em outrora vida, dia, momento enfim...
Muito pior do que eu

E agora que não escuto... Sinto não sentir... Não poder ouvir
Não poder sentir o soar das palavras, sinfonia dos ditongos, do dito pelo não dito...
Da poesia tocada, da poesia dita por ti...

Não ouvir, não ouvir...
O som dos pássaros, o bater das assas duma borboleta, o mar
Os pingos da chuva caindo do telhado.
Não poder ouvir você.

O dia em que eu podia que eu faria que eu fazia?
Ah eu não podia, não podia...
Não tinha tempo... E agora?
Não posso ir, não posso vir.
Não sinto, não escuto.
Não me percebem, não me vêem,
Sou apenas mais um, sou um número nas estatísticas...

E eu? Como que fico?
A minha vida, meus planos, meus objetivos...
Não sei, nem sei...
Não irão me dar ouvidos, se nem escuto!

Mas ainda se há esperanças... então eu vivo!
E espero um dia você...
Eu poder escutar você.
Nós nos compreendermos e assim,
Vou viver, as coisas que um dia...
Queríamos viver, mas o tempo não deixou



Fim.

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